"Eu sei que a gente se acostuma, mas não devia..."
A gente se acostuma a acordar cedo para ir à aula e nem sequer deseja um bom dia para a família, por que se está irritado por precisar acordar cedo. O café da manhã é aquela mesma coisa de sempre: um olha para a cara do outro, não surge nenhum papo, assim se acaba deixando de lado as afinidades.
A gente se acostuma no colégio e logo de cara falar sobre fofocas e relacionamentos e nem sequer se comenta sobre o que está acontecendo no mundo. No recreio é um olhando para o outro achando defeito em fulano, elogiando a roupa de cicrano, e deixa de falar sobre o que há de interessante no caráter da pessoa. Na saída da escola, somente um tchau e mais nada. Assim, no próximo dia, acontece a mesma rotina de sempre.
A gente se acostuma no trabalho a fazer somente o que o chefe manda, fica que nem um '' robô '' fazendo o que tem pra fazer, e assim não acontece nada de novo. “Estou aqui só para fazer meu trabalho e somente para ganhar meu salário”. Não se pensa em crescer na empresa , até que se cansa da rotina de sempre, do trabalho e se acaba pedindo demissão pra procurar algo de diferente,mas nem sequer se pensa em fazer um curso para se qualificar.
A gente se acostuma, embora estando em um século que é totalmente digital, às mídias sociais, pois são elas que estão dominando no momento, e se deixam de lado os diálogos que antes eram frente a frente com a pessoa. Agora só através de sites, não existindo aquele afeto de falar com o amigo, não se sabe se realmente a pessoa está triste, feliz com raiva, pelo fato dela estar atrás de uma tela de computador.
A gente se acostuma a desperdiçar água ao escovar o dente ,lavar a louça, lavar a calçada e o carro, tudo com a torneira aberta. E os 3% de água doce do planeta correm o risco de acabar comprometendo o futuro das novas gerações : nossos filhos e netos.
A gente se acostuma tanto com as coisas que não estão certas e acaba não discutindo sobre isso, mas não devia.
Hebert Júlio Dos Santos
Turma: 302
Professora: Ana Maria
Releitura da crônica "Eu sei, mas não devia" - Marina Colasanti
Clique aqui e conheça a versão original






0 comentários:
Postar um comentário