| "Eu sei, mas não devia. Eu sei que a gente se acostuma, mas não devia". |
A gente se acostuma a viver em família, comer cada um em um cômodo da casa e se falar poucas vezes ao dia, mesmo estando na mesmo local. E porque se fala pouco começamos a brigar, e por que começamos a brigar, a família fica dividida. Logo nos acostumamos a deixar pra lá, a pedir desculpas sempre amanhã, e esse amanhã nunca chega, de tal forma que os mais velhos da família ficam de coração despedaçado ao ver que a família que constituíram não é mais a mesma de alguns bons anos atrás.
A gente se acostuma a ir para a escola todos os dias reclamando das mesmas coisas, enjoado dos mesmos assuntos. Quase sempre sai correndo com pressa atrasado, come qualquer coisa e sai apressado culpando, às vezes até alguém na rua por ter esbarrado em você e ter lhe atrasado. Acostumamos-nos a reclamar do estudo que temos e esquecemos que alguns não têm o que estudar, ou até mesmo outros não conseguiram chegar lá por falta de moradia, de vontade ou de condições.
A gente se acostuma a sair, expandir horizontes, conhecer novas pessoas e, ao conhecermos as pessoas, fazemos a mesma coisa sempre. Estamos acostumados a julgá-las pela aparência ou talvez pelo modo de falar ou do que falar. Vamos tornando aquela pessoa em algo que não gostaríamos, através do modo como a olhamos e como pensamos nela, então o que poderia ser algo maravilhoso e duradouro se destrói e se quebra. Seu horizonte não continua tão grande como estava e por ter talvez machucado ou magoado alguém.
A gente se acostuma a ver sempre as mesmas tragédias na TV, nos impressionamos tanto com as coisas ruins que acontecem que, quando acontece uma coisa boa, não percebemos. Às vezes algo contraditório acontece, como a morte de Moammar Kadaf que, mesmo trágica, foi algo glorioso para as pessoas que viviam sobre a ditadura do governante.
A gente se acostuma a comer sempre as mesmas coisa, vestir sempre as mesmas coisas e assistir sempre as mesmas coisas. Não percebemos que é preciso inovar, é preciso criar um network, fazer algo diferente, e que talvez não faça nunca mais. Precisamos de idéias novas, precisamos ver o que não estamos enxergamos.
A gente se acostuma a ir para a escola todos os dias reclamando das mesmas coisas, enjoado dos mesmos assuntos. Quase sempre sai correndo com pressa atrasado, come qualquer coisa e sai apressado culpando, às vezes até alguém na rua por ter esbarrado em você e ter lhe atrasado. Acostumamos-nos a reclamar do estudo que temos e esquecemos que alguns não têm o que estudar, ou até mesmo outros não conseguiram chegar lá por falta de moradia, de vontade ou de condições.
A gente se acostuma a sair, expandir horizontes, conhecer novas pessoas e, ao conhecermos as pessoas, fazemos a mesma coisa sempre. Estamos acostumados a julgá-las pela aparência ou talvez pelo modo de falar ou do que falar. Vamos tornando aquela pessoa em algo que não gostaríamos, através do modo como a olhamos e como pensamos nela, então o que poderia ser algo maravilhoso e duradouro se destrói e se quebra. Seu horizonte não continua tão grande como estava e por ter talvez machucado ou magoado alguém.
A gente se acostuma a ver sempre as mesmas tragédias na TV, nos impressionamos tanto com as coisas ruins que acontecem que, quando acontece uma coisa boa, não percebemos. Às vezes algo contraditório acontece, como a morte de Moammar Kadaf que, mesmo trágica, foi algo glorioso para as pessoas que viviam sobre a ditadura do governante.
A gente se acostuma a comer sempre as mesmas coisa, vestir sempre as mesmas coisas e assistir sempre as mesmas coisas. Não percebemos que é preciso inovar, é preciso criar um network, fazer algo diferente, e que talvez não faça nunca mais. Precisamos de idéias novas, precisamos ver o que não estamos enxergamos.
Natalia Luana Goulart Lemos
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Turma 302
Professora: Ana Maria |
Releitura da crônica "Eu sei, mas não devia" - Marina Colasanti






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